sábado, 21 de outubro de 2017

O perigo é outro - Estudo


  O pior dos perigos na vida cristã

Quando se fala em perigos na vida cristã, perigos que podem atravessar o caminho do cristão, quase que de imediato os primeiros pensamentos que surgem são: prostituição, bebidas, cigarros, noites, dinheiro, mágoas, ódio, traição, desânimo e poderíamos citar mais alguns motivos reais.
No entanto, como tudo isto está relacionado à sede do homem que é o coração, podemos concluir que precisamos tomar cuidado com o que aprendemos. Porque aquilo que aprendemos é o que nos motiva para a vida.
Jesus não ficou preocupado com os discípulos se eles iam beber, fumar, ou qualquer comportamento do tipo.
Mais Jesus tinha medo de uma armadilha muito mais perigosa, uma arma muito mais potente: o ensino dos fariseus.
Sim, isso porque as palavras movem as pessoas para o bem ou para o mal, um ensino tem poder para matar ou para dar vida, tem o poder para levar a Cristo ou para levar às trevas.
Uma pessoa bem instruída nas Escrituras é bem guardada. É auto-protegida posso assim dizer, porque a palavra de Deus é viva e eficaz. Lâmpada para nossos pés e luz para nosso caminho. Andamos seguros.



Os benefícios da instrução

Filipenses 4:12 - Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade.
É notório que Paulo superava qualquer adversidade de sua caminhada devido às instruções de Deus sobre sua vida. Certamente muitos foram os momentos que afligiram o corpo e a alma deste homem, no entanto, estar instruído corretamente em Deus, o tornou forte diante dessas lutas, e consistente diante das adversidades.

I Tessalonicenses 4:9 - Quanto, porém, ao amor fraternal, não necessitais de que vos escreva, visto que vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros.
Observe as palavras de Paulo: O amor entre os irmãos não é um capricho que nós devemos escolher se queremos amar ou não. Não é uma sugestão amar ou não. Ou ainda só vou amar aqueles que eu quiser amar ou me simpatizar.
É uma instrução Divina que o amor entre os cristãos deve ser real e não fingido.
Milhares são os que freqüentam igreja juntos mais não se falam, não rogam uns pelos outros, vivem em grupos, facções, desarmonia, unidos pelo corpo físico e separados pelo sentimento. E isso por quê? Porque não há nesses lugares instrução. Os líderes são os primeiros que não vivem tal ensino. Assim sendo, não há como esperar de uma congregação a unidade do corpo sem uma instrução correta.

II Timóteo 3:16-17 - Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça. Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.

Paulo quando escreve ao seu filho na fé Timóteo, o alerta quanto aos perigos que ele enfrentaria: tempos trabalhosos. No entanto, Timóteo teria uma ferramenta poderosa para combater esse mal: As Escrituras.
Ela é poderosa para instruir em todas as coisas, para que o homem seja perfeitamente apto para toda boa obra.
A decadência moral e espiritual que vemos em nossos dias nos supostos cristãos, é proveniente da falta de instrução bíblica em todos os campos da vida humana. Quando não há quem ensine, cada um faz aquilo que parecer bem aos seus próprios olhos.
Certamente as coisas irão de mal a pior, diariamente pessoas são vencidas pelo pecado, não possuem uma consistência na caminhada, são inseguras quanto à salvação, inseguras quanto ao relacionamento com Deus.

A quadrilha de mestres

Balaão, Jezabel, fariseus e saduceus, a quadrilha da morte.
Nomes que são lembrados como ícones para a perversão dos ouvintes.
Rapidamente cada um deles:
Balaão: Um profeta do Antigo Testamento. Sua história pode ser resumida no texto de Apocalipse 2.14, que segue logo abaixo.
II Pedro 2:15 - Os quais, deixando o caminho direito, erraram seguindo o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça.
Judas 1:11 - Ai deles! porque entraram pelo caminho de Caim, e foram levados pelo engano do prêmio de Balaão, e pereceram na contradição de Coré.
Apocalipse 2:14 - Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e se prostituíssem.
Logo podemos ver que três cartas citam o profeta, e em todas elas, Balaão é lembrado como um perigo ao Reino de Deus. Balaão já estava na sepultura, mais suas ações, os propósitos do seu coração, foram “incorporadas” em mestres que sondavam a igreja de Cristo.
Como ele não podia amaldiçoar Israel (a mando do rei Balaque), com os olhos no prêmio que o rei prometeu, ele ensina que amaldiçoar não daria, pois foi Deus quem abençoou Israel, mais havia uma estratégia que poderia dar certo:
Números 31:15-16 - E Moisés disse-lhes: Deixastes viver todas as mulheres? Eis que estas foram as que, por conselho de Balaão, deram ocasião aos filhos de Israel de transgredir contra o SENHOR no caso de Peor; por isso houve aquela praga entre a congregação do SENHOR.
Balaão é o exemplo real, daqueles que se vendem, pervertem o evangelho, e arruínam a igreja de Cristo com olhos na avareza.

Jezabel.
Mulher do Rei Acabe. Conhecida por ser uma mulher má.
Apocalipse 2:20 - Mas tenho contra ti que toleras Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensinar e enganar os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria.
Novamente alguém que já morreu é lembrado por suas iniqüidades.
Havia alguém dentro da Igreja de Tiatira, que possuía o mesmo espírito que agia em Jezabel nos tempos dos reis.
Era uma mulher perversa, idólatra. Que agia com malícia. Dela se diz:
I Reis 21:25 - Porém ninguém fora como Acabe, que se vendera para fazer o que era mau aos olhos do SENHOR; porque Jezabel, sua mulher, o incitava.
Importante observar que o governo de ensino dessas pessoas é o mesmo. O espírito que habita e governa essas pessoas é maligno, mais eles estão entre nós!

Fariseus e saduceus

Os fariseus e saduceus eram dois partidos religiosos que interpretavam a Lei de Deus de forma diferente. Os fariseus eram judeus zelosos, com muitas regras, e os saduceus eram sacerdotes que tentavam incorporar idéias gregas no judaísmo. Jesus reprovou das práticas tanto dos fariseus como dos saduceus.
Os fariseus eram um grupo de judeus muito religiosos, que se dedicavam a obedecer toda a Lei de Deus e a interpretar corretamente as Escrituras (o que chamamos hoje de Velho Testamento). Eles também seguiam muitas tradições orais. Os fariseus acreditavam que para agradar a Deus cada pessoa tinha de obedecer fielmente a todas as regras das Escrituras e da tradição.
Os fariseus eram bem vistos pelo povo judeu por seu zelo em obedecer a Deus e porque não comprometiam seus valores para agradar outros. Os fariseus formaram as sinagogas, que foram o modelo para as igrejas atuais, para ensinar a Palavra de Deus ao povo. Eles acreditavam na ressurreição e aguardavam a vinda de um Salvador de Israel.
Jesus condenou os fariseus por sua hipocrisia. Eles faziam muitas coisas só para manter as aparências e davam mais atenção à tradição oral que à Palavra de Deus. Muitos caíram no legalismo: obedecer a todas as regras se tornou mais importante que um coração sincero e arrependido. Jesus também condenou seu desprezo e sua falta de compaixão por todos que não conseguiam seguir seu alto padrão de vida.

Os saduceus eram uma elite religiosa de sacerdotes. Eles controlavam tudo que acontecia no Templo e tinham grande influência política. O poder dos saduceus vinha de sua preocupação em manter boas relações com os invasores romanos.
Para os saduceus, só os primeiros cinco livros do Velho Testamento (conhecidos como a Torá ou o Pentateuco) tinham autoridade divina. Eles não focavam tanto em todas as regras dos fariseus e acreditavam que podiam incorporar ideais gregos no judaísmo. Os saduceus não se davam bem com os fariseus.
Jesus condenou os saduceus porque não acreditavam na ressurreição. Eles também ignoravam o mundo espiritual e muitas vezes se preocupavam mais com o poder político que com a obediência a Deus. Quando o Templo foi destruído os saduceus deixaram de existir.
Jesus, sempre preocupado com a vida espiritual de seus discípulos, os alertava quanto ao ensino vindo dessas classes religiosas:
Mateus 16:12: "Compreenderam, então, que não lhes dissera que se guardassem do fermento dos pães, mas que se acautelassem da doutrina dos fariseus e saduceus."
Essas são as palavras do Nosso Senhor. Uma advertência aos seus discípulos quanto aos ensinos dos fariseus e saduceus, que foram comparados ao fermento. Que mesmo que seja em pouca quantidade, se for ingerido, pode estragar todo o conteúdo já ensinado por Cristo.
É muito claro o poder de destruição dos falsos ensinos. E Jesus sabia disso.
Podemos aprender com os fariseus e saduceus evitando seus erros. Os dois grupos caíram em extremos. Os saduceus reduziram sua religião ao minimalismo, uma fachada religiosa para obter poder político. Os fariseus exageraram nas regras, se esquecendo do que é mais importante. Os dois grupos se afastaram de Deus e tinham prioridades erradas. Eles também não tinham a humildade para aceitar que podiam estar errados. Quando Jesus os repreendeu, em vez de se arrependerem os dois grupos se uniram para o matar!

Quando Paulo foi levantado por Deus, como pregador do evangelho, jamais deturpou os ensinos do Mestre, pelo contrário, sempre com muito zelo, se dedicou em pregar o evangelho com sinceridade:
2Coríntios  2:17: "Ao contrário de muitos pregadores, não somos mercenários da Palavra de Deus, mas anunciamos a Cristo com sinceridade, da parte de Deus e na sua presença."
2Coríntios 4:2: "Pelo contrário, rejeitamos os procedimentos secretos e vergonhosos; não fazemos uso de qualquer tipo de engano, nem torcemos a Palavra de Deus. Mas, por meio do claro ensino público da verdade, recomendamo-nos à consciência de todas as pessoas, perante a Deus." 

É notório que o maior perigo que nos cerca são os ensinos. São eles que movem nossos passos, que criam nossas crenças, que regem nossos comportamentos.
Se olharmos com atenção, no início de tudo, foi a serpente com seu ensino que persuadiu Eva a desobedecer a Deus, que acabou levando Adão a cometer também a desobediência.
A isso Paulo fez menção aos Coríntios:
II Corintios 11:3 - Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo.
Por isso buscamos o perfeito ensino. Rogamos à Deus pela revelação da palavra. Sujeitamos nossas vontades ao Senhor, para este fim:
Efésios 4:14: O objetivo é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para o outro pelas ondas teológicas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela malícia de certas pessoas que induzem os incautos ao erro.
Prestem atenção: Induzem os incautos (ingênuos), ao erro!

Conclusão.
O maior dos perigos na vida cristã sem dúvidas são as heresias. Ensinos que pervertem a graça de Deus, e levam milhares ao engano.
Enquanto muitos estão ensinando que a santificação vem pelo externo, outros usando o autoritarismo, alguns usando os movimentos como base de culto, milhares não se firmam na fé, são vencidos pela carne, desanimam na caminhada e se decepcionam a cada dia com a igreja dos nossos dias.
Sigamos firmes no alimento puro sem fermento.
Deus nos ajude...

Jeferson Rangel.









terça-feira, 17 de outubro de 2017

Expondo as Escrituras


Ajudando a expor as Escrituras

I Pedro 3:15 - Antes, santificai ao SENHOR Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós.

Veremos algumas sugestões, orientações ou caminhos que nos auxiliam no momento de conversar, ministrar ou defender a fé. De maneira nenhuma tenho o interesse ou quero persuadir a nenhum de nós a seguir regras e se tornar mecânico quanto à exposição da palavra.
Muito menos formar pregadores. Venho por meio desse breve estudo, nos auxiliar a romper algumas dificuldades que possuímos em relação a ler, estudar, planejar e desenvolver um assunto bíblico. Como também, romper com a barreira da timidez diante das pessoas. Alguns caminhos:
O primeiro deles, de acordo com Pedro é santificar ao Senhor Deus em vossos corações. Todo conhecimento do mundo, sem comunhão com Deus em santificação, renúncia, abnegação, é em vão. Nunca tivemos tantos seminários teológicos, mais também nunca tivemos tantos crentes carnais, mundanos, sem o Espírito. Por isso o primeiro passo é a santificação do Senhor em nossos corações.
A separação de espírito, alma e corpo, é imprescindível se almejamos falar do evangelho com poder do Espírito.
Aprender não será tão difícil, exercer com eficiência será a grande tarefa. Por que a santificação (separação para as coisas de Deus) é tão importante? Devido ao tempo que usamos conosco, para as coisas dessa vida. Se não houver a preocupação em consagrar nosso espírito, alma e corpo, não teremos tempo para a oração, leitura e estudo da palavra.
Sim, oração faz parte do processo de aprendizagem, sem ela, não saímos do lugar. Não estou falando de longos períodos de oração, mais sim de sinceridade diante de Deus, um coração limpo, puro, com desejo de aprender, se quebrantando perante Àquele que ilumina e capacita seus filhos a aprenderem de sua palavra.

Não há quem ensine...

Atos 8:31 - E ele disse: Como poderei entender, se alguém não me ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse.
Eu não tenho dúvida, que a maior causa de tanta confusão teológica, e o aumento das heresias, seja a igreja de nossos dias priorizarem tantas outras coisas e esquecer-se do ensino das Escrituras.
Quando uma igreja não possui comunhão com Deus através da palavra, seu conhecimento fica limitado ao que os outros ensinam. E dessa maneira, por muitos não conhecerem a Deus pelas Escrituras, acabam adorando o que não sabem, e falando de um Deus que não conhecem.
O eunuco tinha interesse nas Escrituras, e Deus viu isso.
Felipe foi enviado por Deus, para trazer a explicação do texto que o eunuco estava lendo, e daquela parte das Escrituras, até Cristo, Felipe o ensinou. O resultado? A conversão genuína do eunuco.
Certamente nós temos uma geração muito religiosa, freqüentadora de denominações, até zelosas, envolvidas com diversas atividades, mais por coisas erradas.
Olha a pergunta do eunuco: Como poderei entender se alguém não me ensinar? Existem milhares de pessoas que foram a Cristo e até hoje, depois de anos, não sabem expressar um conhecimento, ainda que básico da fé.
Claro que nem todos são vocacionados, mais todos nós somos chamados por Cristo para anunciá-Lo. O homem de Gadara, depois de liberto, levou o evangelho com a sua vida, sem teologia, sem cursos ou “experiências”, mais com aquilo que havia recebido em sua própria vida.
Felipe possuía o conhecimento das profecias, e levou aquele eunuco a um passeio na história bíblica até O Messias. Como é importante cada um de nós crescermos na fé e no conhecimento!
Coloque esse propósito em seu coração: Preciso aprender para ensinar. Pense como é proveitoso e prazeroso ensinar. Pense como você pode ajudar diversas pessoas. Sempre penso em uma passagem do Antigo Testamento que diz: I Reis 4:34 - E vinham de todos os povos a ouvir a sabedoria de Salomão, e de todos os reis da terra que tinham ouvido da sua sabedoria. As pessoas vinham ouvir. Quando nós temos uma comunhão com Deus e buscamos ter conhecimento bíblico, Deus envia as pessoas para aprenderem. Pense nisso, é importante para você e para aqueles que estão ao seu redor.



Caminhos que podem nos ajudar

Colocarei aqui, alguns métodos que acredito ser bem eficientes, no entanto, cada um vai adquirindo uma forma de estudar as Escrituras de maneira que se sintam melhor. Seriam eles:

Tenha o tema do que gostaria de falar.
Você pode buscar nas Escrituras diretamente o tema que gostaria de tratar, ou sentir interesse quando estiver lendo as Escrituras.
É muito importante ter uma direção dentro da Bíblia. Jamais ler versículos aleatórios, alternar leituras entre Antigo e Novo Testamento sem nenhuma conexão. Isso confunde a cabeça do leitor, e faz com que ele não aprenda, apenas se sinta ainda mais desmotivado.
O interesse passa a nascer, quando passamos a entender. Existem centenas de temas para buscar conhecimento em nossos dias. Falado por milhares de cristãos ao longo dos tempos. Se tiver desejo de saber mais sobre certo tema, já fica mais fácil para você iniciar um estudo.
Muito importante: Não tenha pressa. Não pense que estudar as Escrituras pode ser feito com pressa, aliás, tudo com pressa tem resultados ruins. Faça com dedicação, com paciência e certamente Deus dará graça para você adquirir conhecimento para responder a qualquer que lhe perguntar sobre a fé.

Divida esse tema em: introdução, desenvolvimento e conclusão.
A montagem do estudo é muito importante.
Seja ele longo ou apenas uma reflexão, é preciso levar o leitor ou o ouvinte a aprender. Levá-lo a ter interesse naquilo que está lendo ou ouvindo. Já se sentiu desmotivado por alguém pregando, ensinando ou lendo algo? Pois bem, você não quer ser assim não é? Por isso é importante a montagem.
1-    Tema: Exemplo: Fé.
2-    Introdução: Breve resumo sobre o assunto.
3-    Desenvolvimento: Falar do assunto usando a passagem principal ou referências do mesmo.
4-    Conclusão: Um resumo geral com aplicação.
Isso pode servir para estudos longos ou devocionais.
O uso de dicionários, comentários e Bíblia em outras traduções, ajuda e muito no momento de ler.

Seja objetivo, controle o seu tempo.

Não ser longo, não ser curto, ser objetivo. Essa deve ser nossa preocupação diante das pessoas.
Uma pregação expositiva, geralmente toma mais tempo para ser aplicada, por isso, precisamos controlar nosso tempo em cada etapa: introdução, desenvolvimento e conclusão.
Uma devocional, por ser mais curta precisa ser bem direta ao assunto, para que os ouvintes entendam sobre o ponto que foi falado.
Claro, que não vamos cronometrar o tempo, mais precisamos aprender a controlá-los em nós mesmos. Com a prática, vamos se adaptando ao tempo, e isso torna mais fácil e nos deixa mais tranqüilos diante do público, deixando de ser uma preocupação.
Evite fugir do tema durante a exposição.

Terrível é terminar de ouvir um sermão e não entender nada do que foi falado, e pior, não saber do que foi falado.
Precisamos primeiro pregar para nós mesmos. Se compreendermos o assunto, então teremos mais convicção do que iremos falar. Primeiro aprendemos, depois ensinamos.
Tome cuidado para não misturar os assuntos. Precisamos ter cautela se outro ponto aparecer no decorrer da mensagem, geralmente damos uma pausa e “abre parênteses”, falamos e retornamos a mensagem original.
É inevitável, acabamos lembrando outras passagens e aplicamos, a preocupação deve estar em não perder o “fio da meada” e acabar se esquecendo de onde parou. Já imaginou, aquele branco, e não saber mais o que falar?
Por isso, tome sempre cautela em não misturar outros assuntos que fujam do tema principal.

Domine esse tema

A insegurança nasce do medo. Medo de esquecer, medo de tropeçar nas palavras, medo de fazer vergonha,
Por isso domine o tema. Não precisa ser um expert no assunto ou profundo demais. Digo dominar de estar preparado com você mesmo sobre o que vai ser tratado.
Revise-o. Leia a passagem diversas vezes. Leia (se possível), outros comentários sobre a passagem a ser exposta. O mais importante é adquirir confiança.
Por isso muitos acabam desistindo, porque estudar toma tempo, requer dedicação, empenho.
Mais sinto informar, que se deseja falar bem sobre a fé, sobre qualquer circunstancias, será necessário se dedicar ao estudo.
Se estiver seguro sobre o que vai falar, então será ouvido e edificará, não apenas os que te ouvem, mais a si mesmo também.

Mantenha a calma.

Respire. Chegue devagar. Leia devagar. Exponha sua mensagem. Seus primeiros minutos serão os mais apreensivos. No entanto, você precisa saber que a mensagem está no seu coração, ela não pode sair dali.
A melhor coisa para evitar o nervosismo, é um esboço. Um rascunho daquilo que vai falar. Não é vergonha possuir um esboço, vergonha é ficar sem saber o que fazer diante das pessoas porque esqueceu o que falar. O nervosismo bloqueia o acesso às informações que já existem dentro de você, por isso mantenha a calma. Não tenha pressa para expor o pensamento. Uma das coisas que ajudam para quebrar aquele primeiro momento com o público é trazer uma ilustração sirva como introdução à mensagem. Mais se lembre de conhecê-la bem, leia diversas vezes até que saiba explicá-la a você mesmo.
Algo importante é ter em mente o público que estará perante os seus olhos. Isso pode te deixar apreensivo, se por ventura estiver pessoas com conhecimento elevado ou que sejam conhecidos. Por isso, mantenha a calma.


Seja você mesmo

Como fico chateado com pessoas que conversando comigo são uma coisa, mais quando pegam um microfone, ou vão apenas falar para um grupo de pessoas sobre os céus, então mudam o tom de voz, enfatizam algumas letras para dar um tom de poder, como se fosse uma unção vinda do alto naquele momento.
Amigo irmão (ã), seja você mesmo em todo tempo. Não procure imitar ninguém, nessa parte, somos únicos, Deus concede a cada um de nós uma personalidade. Use isso. Seja original. Caso não seja, todos vão perceber, e sua credibilidade vai se perdendo.
A unção não está no grave da voz, ou na altura do microfone, os na colocação de casa “r” ou “s” mais sim na sua comunhão diária e constante com Deus, por meio de uma vida consagrada ao Senhor todos os dias e minutos da nossa vida.
Já percebeu como a grande maioria dos pregadores, principalmente na linha neo-pentecostal, mudam a voz, mudam o comportamento quando estão pregando? Eles gritam, repetem várias vezes as mesmas coisas e ficam com esse vício de ficar perguntando: Amém? Amém ou não? Dá glória irmão! Vira para o seu irmão e diga isso!
Por favor, meus irmãos, não adquira vícios de linguagens, pregue a palavra, se acabar o conteúdo, apenas diga: até aqui eu falo por Deus. Será muito mais bonito e honroso.
Seja original. Seja você mesmo. Deus concederá graça.


Conclusão

Muito mais importante que ler toda essa apostila e entendê-la é colocar em prática tudo isso em nossa vida.
A preguiça é um mal terrível. Preguiçosos não podem pregar a palavra. Isso porque eles não oram, não lêem, não se dedicam as coisas santas.
Preguiça natural, todos nós temos, estamos falando de preguiça que nada produz, que depende de tudo e de todos, que é incapaz de abaixar para pegar um papel no chão.
Provérbios 21:25 - O desejo do preguiçoso o mata, porque as suas mãos recusam trabalhar.
Organize seu local de estudo. Conheça sua Bíblia. Anote. Seja organizado. Separe um tempo só para você. Dessa forma, você irá progredir.
Não é nada fácil para quem não tem costume nem mesmo de abrir a Bíblia em casa, será uma tarefa que vai requerer de você uma atenção e um esforço a mais.
No entanto, não é nada tão difícil assim, basta querer, basta se aplicar, basta se lembrar, que depende da sua dedicação.
Aconselho quando chegar em casa, já pegar uma passagem e tentar montar um esboço, e trazer seu primeiro sermão para alguém, ainda que esse seja você mesmo.


Pai, em nome de Cristo Jesus Nosso Senhor e Salvador, concede graça aos teus filhos, afim de que perseverem em conhecer ao Senhor pela sua palavra. Aviva a tua obra nos corações, renova, fortalece nessa peregrinação. Amém

Jeferson Rangel

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Batismo - 09/10/2017


Bendizemos ao Deus e Pai que tem nos sustentando em sua graça, por intermédio do Seu Filho Jesus.
Rendemos à Ele graças por nos conceder mais uma oportunidade de fortalecer nossos irmãos na peregrinação, cumprindo com as Sagradas Escrituras.
Rogamos à Deus, que aperfeiçoe nossos irmãos, e levante homens e mulheres piedosos.
Grato somos a todos que participaram, e por nossos irmãos dessa humilde congregação que estavam trabalhando.
Deus nos ajude...













sábado, 7 de outubro de 2017

Seja sim ou não.


Sim ou não.

Mateus 5:37 - Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna.

Nota: Tiago 3:2 - Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo.
Longe de mim com esse breve estudo me colocar acima de qualquer um dos irmãos. Me enquadro no versículo acima, por muitas vezes falando e não cumprindo. Estamos unidos nesse propósito maior, de sermos pessoas que com a boca promete, e com as ações cumprem. Que Deus nos ajude.

O quanto levamos a sério nossas palavras? Será mesmo que jogar palavras ao vento não nos prejudica em nada? Como Deus vê a cada um de nós que falamos e não cumprimos? Como as pessoas nos vêem? Como nossa família nos vê? Qual testemunho a sociedade dá das nossas atitudes?
Quando conversamos com as pessoas sobre profissionais autônomos, a maioria, ou quase a totalidade, reclama de promessas não cumpridas. Desde a visita para orçamento, a execução e a conclusão. Não cumprem o que prometem.
O mais assustador, é saber que isso quase que é”normal” entre as pessoas. Se isso é ruim para os ímpios, que dirá para nós que professamos a fé cristã.

Caro leitor, se você professa a fé cristã, isso pesa ainda muito mais sobre ti. Acredito que boa parte da descrença no próximo venha dessa terrível falha: Falar e não cumprir.
É evidente que falhamos, que erramos, que deixamos de cumprir algumas de nossas palavras diante das pessoas, mais isso não pode ser rotina. Isso não pode ser visto como um comportamento normal, porque não é. Não acredito que podemos julgar normal um comportamento assim.
Nossa meditação será baseada não em mim, não no que eu acho ou no que eu penso, mais sim no que Deus acha, no que as Escrituras testificam.

- Cristo, nossa referência no assunto -

Nas bem-aventuranças pregada pelo Nosso Senhor, há uma parte dedicada ao comportamento das pessoas em relação ao jurar.
O Sermão da Montanha não é, em primeiro lugar uma declaração de princípios para a Igreja cristã (que na ocasião ainda não fora revelada), nem uma mensagem evangelística para os perdidos, mas um esboço de princípios que caracterizariam o reino messiânico que Cristo anunciava.
E isso, a igreja experimentou em seu nascimento e no decorrer da história. Os princípios ensinados por Cristo, se manifestaram nas ações e na vida de nossos irmãos.
Quando Jesus vai fazer referência sobre votos, ele trouxe parte do Pentateuco, um texto conhecido pelo líderes religiosos que estavam à sua volta: Deuteronômio 23:21-23 - Quando fizeres algum voto ao SENHOR teu Deus, não tardarás em cumpri-lo; porque o SENHOR teu Deus certamente o requererá de ti, e em ti haverá pecado.Porém, abstendo-te de votar, não haverá pecado em ti. O que saiu dos teus lábios guardarás, e cumprirás, tal como voluntariamente votaste ao SENHOR teu Deus, declarando-o pela tua boca.
Jesus traz a memória sobre o assunto que Deus cobra o voto que é feito, por isso era melhor não fazer, do que fazendo, não cumprí-los.
Nós cristãos, não devemos jurar para autenticar aquilo que dizemos. Os judeus conheciam muito bem essa lei, e usavam a legitimamente ou não. No entanto, Jesus veio trazendo um ensino muito mais promissor: Suas palavras sejam o sim, ou o não, já basta para Deus tal prática. Não vá além disso, pois cairá na condenação do diabo.

Tiago instruindo os irmãos, usa o mesmo texto do Nosso Senhor:
Tiago 5:12 - Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis, nem pelo céu, nem pela terra, nem façais qualque
r outro juramento; mas que a vossa palavra seja sim, sim, e não, não; para que não caiais em condenação.

O comprometimento em fazer o que falamos não está no juramento, mas sim no caráter, na honestidade de alguém que de fato teme ao Senhor. Por isso não necessitamos de fazer juramentos para confirmar nossas palavras ou promessas, o comprometimento com Deus é que deve ser pesado nesta balança.
Pois se não for assim seremos condenados naquilo que falamos, pois se não cumprirmos o que falamos seremos condenados pela própria palavra que proferimos.
Mateus 12:36-37 - Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo. Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado.

Não é estável, segura, uma comunidade que não se pode confiar nas palavras uns dos outros.
Precisamos criar relacionamentos saudáveis, verdadeiros. A conversa do cristão é de alguém que nasceu de novo. A pureza de nossa conversa, a integridade de nossas promessas, a honestidade transparente da pessoa que somos, dão testemunho de que somos cristãos em nossos atos e não só de nome.
Até Deus se restringe a pessoas que não honram palavras, compromissos:
Tiago 1:5-8
5 - E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada.
6 - Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte.
7 - Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa.
8 - O homem de coração dobre é inconstante em todos os seus caminhos.

O homem de coração dobre, é aquele que não define suas opiniões, vacilante e inconstante nas ações. Isso é um problema que precisamos lutar para resolver, isso porque afeta diversas áreas da nossa vida.
Abaixo, alguns versículos que nos admoestam quanto ao uso das palavras:
Provérbios 13:3 - O que guarda a sua boca conserva a sua alma, mas o que abre muito os seus lábios se destrói.
Provérbios 21:23 - O que guarda a sua boca e a sua língua guarda a sua alma das angústias.
Tiago 1:26 - Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã.
I Pedro 3:10 - Porque Quem quer amar a vida, E ver os dias bons, Refreie a sua língua do mal, E os seus lábios não falem engano.
Tito 2:8 - Linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós.
Podemos notar que as Escrituras nos alertam quanto à necessidade de vigiar quantoo às nossas palavras.
Falar é algo despretencioso, falamos demais. Dizemos muitas coisas, mais no momento de colocá-las em prática, estamos bem longe da realidade.
Temos por hábito dizer sim, para muitas coisas, talvez para evitar o constrangimento ou criar um sentimento ruim, mais o que seria pior? Dizer não e fazer ou dizer sim e não fazer?

Temos um texto em Mateus 21, sobre os trabalhadores na vinha, que cabe bem no presente estudo que diz:
Mateus 21:28-32
28 - Mas, que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha.
29 - Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas depois, arrependendo-se, foi.
30 - E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi.
31 - Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus.
32 - Porque João veio a vós no caminho da justiça, e não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para o crer.
A vinha é o Reino, um dos filhos são os perdidos, o outro seriam os escolhidos judeus.
Deus chama ambos para a vinha. Todos precisam de arrependimento para perdão dos pecados. O primeiro dizendo não queria seríamos nós, que após a pregação somos convencidos a ir para vinha.
O outro filho, seriam os judeus, pela qual esperavam o Messias, mais que disseram não.
Interessante, que é melhor dizer não e se arrepender e ir, do que dizer sim, e não cumprir com a palavra.
Jesus testifica que quem fez a vontade do Pai foi aquele que disse não, mais foi.
Precisamos ser francos. Realistas. Precisamos nos importar com o próximo que aguarda de nós uma postura coerente com aquilo que falamos.
No entanto, não podemos fugir de responsabilidades dizendo sempre não. Pois assim seremos olhado por todos como pessoas sem compromisso, que não coopera com nada.

- Uma análise de como somos vistos -

Para uma análise introspectiva, irei colocar algumas pessoas e grupos que nos cercam, e iremos avaliar como essas nos vêem, e que resultado final alcançamos com eles:
1- Como Deus nos vê?
2- Como nossos filhos nos vêem?
3- Como nossos conjuges nos vêem?
4- Como nossos vizinhos nos vêem?
5- Como nossa família nos vê?
6- Como nossos patrões nos vêem?
7- Como nossos funcionários nos vêem?
8- Como a sociedade nos conhece?

Já parou para pensar que existem pessoas que são conhecidas com sobrenome de mentirosa (o)? Exemplos: Chama o “fulano mentiroso”, vai chamar o “ciclano mentiroso”? Mais você vai contar com o “Beltrano mentiroso?”
O mais terrível de sermos pessoas que não cumprimos o que falamos, é ficarmos conhecido como pessoas desacreditadas, sem palavra.

Com sinceridade, você confiaria em você mesmo?
Você poderia contar contigo para realizar determinadas tarefas? Você poderia contar contigo em determinado horário? Ou melhor, você acha que alguém confiaria a vida de alguém importante à você?
Sabemos que não somos perfeitos amados, mais precisamos levar mais a sério nossas palavras, nossos atos, o tempo está passando, e que legado iremos deixar para trás?
Quer ver uma outra postura que muito compromete a vida humana: Falhar nos horários que marcamos.
Amados isso é muito sério.
Já pensou na bola de neve que pode causar um atraso ou uma falta sem aviso prévio?
Que nossa palavra seja o SIM...sim. E o NÃO...não, para que não venhamos a cair em condenação.

Conclusão.
É claro que poderemos ainda muitas vezes errar com várias pessoas e em vários lugares em muitos anos de nossa vida, afinal, estamos nesse corpo corruptível, mais que possamos pensar bem antes de darmos nossa palavra, e que ainda haja tempo de consertar a nossa moral diante de todos, se nossa palavra por muitas vezes não foram cumpridas.
Que Deus nos ajude...


Jeferson Rangel

Querer, nem sempre é poder.

 Mateus 13:58 - E não fez ali muitas maravilhas, por causa da incredulidade deles. Como cristãos tenho certeza que queremos que as pessoas v...