quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Como construir amizades verdadeiras - Mauricio Zagari


Esse texto foi extraído do blog de Mauricio Zagari.
https://apenas1.wordpress.com/2019/01/07/como-construir-amizades-verdadeiras/#comment-33933

No dia 1 de janeiro completei 47 anos. Isso significa que já passei da metade de minha vida sobre a terra. Nesse período de virada de ano e aniversário, por uma série de razões acabei refletindo muito sobre um assunto em especial: amizade. Fazendo uma retrospectiva desse quase meio século de vida, meditei muito sobre por que algumas pessoas que foram minhas amigas em algum momento continuam sendo minhas amigas e outras não. Eu me perguntei: o que fez com que o punhado de bons e constantes amigos que possuo há muitos anos não tenha aberto mão de se relacionar comigo, como a esmagadora maioria dos meus conhecidos fez? E, aqui, estendo a reflexão a você: na minha e na sua vida, por que alguém persevera em querer ser nosso amigo, quando poderia optar por não ser, como a maioria dos que cruzaram nosso caminho fizeram? Reflitamos um pouco sobre esse assunto tão espiritualmente necessário que é a amizade verdadeira.

Antes de tudo, é fundamental definirmos o que são “conhecidos” e o que são “amigos”. Conhecidos são aquelas pessoas que se relacionaram com você em alguma etapa de sua vida mas para quem, hoje, se você sumir do mapa, não fará muita diferença para elas. Já o amigo é aquela pessoa que sente a sua falta, que lhe telefona só para saber como você está e jogar conversa desinteressada fora, que não se conforma quando sua ausência se torna muito presente, que gosta de graça de sua companhia e de passar tempo com você e – principalmente – que, na hora da necessidade, abre mão de si mesmo por você.
Em outras palavras, a diferença fundamental do conhecido para o amigo é que, para o amigo, você está entre as prioridades de sua vida, enquanto para o conhecido você é só mais um. Para o amigo, você é imprescindível. Já para o conhecido você é secundário ou mesmo desnecessário, supérfluo.
Pensei, então, nos poucos amigos verdadeiros que tenho hoje e tentei concluir por que eles persistem na decisão de continuar sendo meus amigos (sim, ser amigo de alguém é uma opção, uma decisão consciente, e não obra do acaso ou do fluxo da vida). Foi quando cheguei à conclusão de que aqueles que hoje permanecem meus amigos e amigas de verdade são gente que reúne quatro características em comum, alguns há mais de 10 anos, outros, de 20 e, outros ainda, há mais de 30 anos. E que características são essas?

Em primeiro lugar, aqueles que se solidificaram como meus amigos após anos de amizade testada e confirmada foram aqueles que souberam me perdoar. Afinal, qualquer relacionamento próximo em algum momento gerará atritos entre as partes. A questão é: como esse relacionamento sobreviverá após o atrito? Em comparação, algumas pessoas que eu considerava meus amigos pularam fora do barco e me deram as costas tão logo foram confrontadas com uma das minhas muitas falhas de caráter. Já os meus amigos verdadeiros são aqueles que perceberam quão falho eu sou, me perdoaram e insistiram teimosamente em me amar.

Em segundo lugar, meus amigos verdadeiros são aqueles que valorizam mais o que temos em comum do que as nossas diferenças. No que discordamos, fazemos piada e, no que concordamos, avançamos juntos. O nome disso é respeito. Por outro lado, gente que caminhou comigo em algum momento da vida mas não suportou o fato de termos diferenças em questões como religião, teologia, doutrinas, ideologia política, valores, gostos, comsovisões ou algo assim simplesmente me deletou de seu círculo íntimo de relacionamentos. Esses optaram conscientemente por não ser meus amigos, pois não consideraram que meu valor para eles era maior que suas opiniões pessoais.

Terceiro, os amigos verdadeiros que tenho foram aqueles que persistiram em compartilhar a jornada da vida comigo depois que aquilo que nos pôs em contato terminou. Foi gente que não limitou nosso contato a um curso, um ambiente de trabalho, um vínculo passageiro. Essas pessoas fizeram o contrário daquele companheirão da faculdade que, depois da formatura, nunca mais me procurou; do colega de trabalho que, depois da demissão, só manteve contato formal por redes sociais, sem nunca mais me procurar para estarmos juntos; ou daquele irmão da igreja ou do ministério que, depois que deixei de frequentar o mesmo ambiente, só quis saber de mim para pedir um favor ou algo assim. Amizades verdadeiras mantêm a cabeça acima das circunstâncias e se estendem para além dos contextos que nos aproximaram.

Quarto e último, o amigo é aquele que persevera em manter você em sua convivência mesmo sem ganhar absolutamente nada com isso. Em outras palavras, o amigo verdadeiro é aquele para quem o relacionamento com você traz como lucro ou benefício pessoal, profissional, ministerial ou material… nada! Zero. Nadinha. Ele segue caminhando com você pela simples alegria da caminhada. Muitas vezes, até, pega mal para ele ser associado a você, ou estar junto de você lhe dá algum tipo de prejuízo ou desvantagem – mas, ainda assim, essa pessoa permanece ao seu lado. Isso ocorre porque a amizade verdadeira se baseia no amor e não nas vantagens pessoais. E, sempre é bom lembrar, o amor “não busca os seus próprios interesses” (1Co 13.5).

Portanto, eis os quatro pilares que, a meu ver, fizeram de meus amigos, amigos de verdade:
1. Perdão
2. Respeito às diferenças
3. Persistência na convivência após o fim das razões de ela se manter
4. Perseverança no relacionamento sem nenhum benefício próprio 

Meu irmão, minha irmã, amizades são tesouros de valor inegociável. O amigo verdadeiro é alguém que, em algum momento da sua jornada, cruzou seu caminho e não se contentou em cruzá-lo, mas escolheu permanecer e persistir na ideia de que compartilhar a vida com você era importante, apesar de todos os seus muitos defeitos e pecados. É aquele cara que se tornou mais chegado que um irmão. Valorize essa pessoa.

Se alguém não faz questão de ser seu amigo, não se chateie, isso é normal. Deixe-o ir. Amizade por obrigação não é amizade, é um horror. Se uma pessoa optou por se conectar a outras pessoas e não a você, respeite isso. É um direito dela. O que deixo como recomendação é que, para aqueles que optaram por ser seus amigos, você seja o melhor amigo do mundo. Pois amizade não tem absolutamente nada a ver com a quantidade de relacionamentos, tem a ver com a qualidade deles. 

Portanto, construa suas amizades perdoando, relevando as diferenças, investindo na conexão interpessoal após o fim daquilo que os aproximou e sem esperar absolutamente nada em troca. Aliás… não é assim que Deus faz conosco?
Diariamente, ele nos perdoa.
Sendo totalmente diferente de nós, nos ama profundamente.
Investe teimosamente na conexão entre nós, até mesmo quando me torno a centésima ovelha ou o filho pródigo.
E nos ama perseverantemente, apesar de nosso relacionamento não beneficiá-lo de modo algum.

Deus é nosso amigo, como um verdadeiro amigo deve ser. E, por isso, espera que também sejamos bons amigos do nosso próximo, replicando com as pessoas o que ele faz conosco. Isso tem tudo a ver com amar a Deus e ao próximo, o mandamento maior da nossa fé.
Peço a Deus que você tenha amigos bons e verdadeiros. Que construa relacionamentos sólidos e duradouros. E que possa desfrutar das melhores amizades, construindo suas conexões sobre esses quatro pilares. Só não se esqueça de que se, por um lado, você não pode obrigar ninguém a ser seu amigo verdadeiro, por outro lado tem todo o poder de ser o melhor e mais verdadeiro amigo do mundo para o próximo a quem você deve amar.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >



terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Feliz 2019 - dedicatória.


Feliz Ano Novo. Feliz 2019 a todos que Deus em sua bondade tem permitido chegar até a este humilde blog.
Nossos sinceros votos e orações a cada um de vocês, é para que sejam fortalecidos no Senhor e na força do seu poder.
Sejam aperfeiçoados e renovados dia após dia até que Cristo seja manifestado.
Não retroceda. Aprenda com cada obstáculo, com cada dificuldade, com cada desafio: cresça.
Não procure achar achar respostas onde não é o momento de tê-las.
Não procure descobrir o motivo das lutas, tribulações e decepções, se ainda não é o momento de ser revelado.
Não pague o mal com mal, mais seja manso e humilde no Senhor, sabendo que O Grande Juiz, O Senhor da glória não dorme, e jamais permitirá que um justo seja abalado ou injustiçado.
Descanse em Deus mesmo nas mais intensas tempestades da vida. Pode parecer que Jesus está dormindo, mais Ele está presente, olhando para nossa pequena fé, e esperando que não tenhamos medo, pelo contrário, sigamos corajosos pelo mar bravio.

Não permita que seu coração te engane. Ore sempre ao Senhor mesmo nas pequenas decisões, nosso adversário age em em nossos erros, em nossas precipitações.

No demais irmãos meus, nos ajude a divulgar o Evangelho por meio dos canais deste humilde ministério.
Estamos localizados na cidade de Angra dos Reis, e nossos encontros acontecem aos domingos e quartas às 19:30h, na Avenida Julieta Conceição Reis 132 - Frade - Angra dos Reis.

Acesse e compartilhe:
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Instagram: @cceespirito

Obrigado a todos.
Jeferson Rangel.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Muita paz e nenhum tropeço - Devocional


Salmos 119:165 - Muita paz têm os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço.

Em cada ser humano há uma necessidade de auto-realização. De sentir-se vitorioso em seus afazeres, trabalho e família. Alcançar novas metas e com isso ter a satisfação de sua existência.
Quando isso não ocorre, milhares de pessoas se sentem deprimidas, tristes, insatisfeitas e até mesmo revoltadas e frustradas. Carregam dentro de si amargura, um espírito pessimista sobre tudo e sobre todas as coisas.
O escritor dos Salmos 119, traz uma extensa lista de benefícios que ele mesmo experimentou ao ler a lei de Deus. Não apenas tinha prazer na lei de Deus, mais a mesma passou a ser parte da sua vida diária. A prática da lei gera o conforto e a segurança na presença de Deus em nossas vidas.
Vejamos bem a colocação do Salmista: Muita paz tem os que amam a tua lei. Você está em paz? Você anda em paz? Você tem paz?
Sim, Jesus disse: Deixo-vos a minha paz, a minha paz vos dou, mais na verdade muitos são aqueles que como crentes não andam em paz.
Pra mim, como o Salmista disse, amar a Lei de Deus é amar a Deus. Quem não ama as Escrituras não podem amar a Deus, visto que são elas que testificam e revelam que é Deus. Seus atributos e tudo que Nele pode ser revelado.
Ainda mais o Salmista declara: E para eles não há tropeço. Isso nos revela a segurança no caminhar. A segurança no dia a dia, mesmo que não tenhamos o controle sobre nada nesta vida, a palavra de Deus nos mantêm firmes.
Decisões erradas, precipitadas, pessoas afoitas, são reflexos de quem sempre está tropeçando. Ame a lei, e assim não haverá tropeço em seu caminhar.

Por fim, quando puder, leia o Salmos 119, e absorva cada experiência do salmista para sua vida.

Em Cristo,
Jeferson Rangel.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Ame a Luz - devocional por Jeferson Rangel

João 3:19 - E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.

Muito triste saber que um dia EU rejeitei a luz. Amei mais as trevas, a escuridão, a tristeza, o mal, a tormenta do que a luz. 
Embora achasse que estava na luz, hoje sei que estava nas trevas. E ainda pior: Amando as trevas e aborrecendo a luz.´
A luz que veio ao mundo é Jesus, e quem é Jesus? Jesus não é um cara legal que fez coisas legais. Jesus não é apenas um homem que pregou a misericórdia, o perdão, o amor e fez milagres. Não.
Jesus é o próprio Deus! João 1:1 - NO princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Então eu rejeitei o próprio Deus...Rejeitei a vida...Rejeitei O Criador de todas as coisas para me apoiar e viver no meu próprio entendimento.
Estava cego, com meu coração endurecido, inclinado as paixões da carne, atraído e seduzido pela aparência do mundo. 
Mais um dia a luz brilhou em meu coração, trazendo às claras quem eu era e quem era Aquele que me amava incondicionalmente. Sim. Jesus ama incondicionalmente. Não depende do que os homens façam para Ele amar. O amor de Cristo foi manifestado a todos os homens no madeiro, quando rogou ao Pai: Perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.
Então reconheci o quando estava cego, o quanto desprezei o Salvador, a Luz do mundo. 
Desde então, pelo Seu Espírito tenho andado na luz. Não sou a luz, me torno luz por Ele, e apenas sigo sendo uma voz anunciando a Luz que ilumina as trevas.
Hoje meu amigo (a) leitor, em que situação se encontra? Na luz ou nas trevas? Amando a luz, e permitindo que Cristo reine e brilhe em seu caminhar, ou afastado da Luz, mantendo uma falsa certeza que como eu achava estar na luz?
Cristo, a Luz do mundo, não veio para condenar os homens, e sim para removê-los da escuridão para sua maravilhosa Luz.
I Pedro 2:9 - Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.

Em Cristo,
Pr Jeferson Rangel.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Ação e reação - Jeferson Rangel

Ação e reação.

A grande maioria das pessoas tem dificuldade em lidar com a falta do retorno.
Se fazem o bem, querem de volta elogios, agrados e reconhecimentos.
No entanto, se fazem o mal, não aceitam as consequências e querem se esquivar das responsabilidades e reconhecimento do erro.
Na vida, aprendemos com O Mestre, O Senhor, O Cristo que nos concedeu salvação, que devemos fazer sem esperar nada em troca.
Cristo se entregou em uma morte vergonhosa e terrível no lugar de pecadores que jamais mereciam tal ato de amor, no entanto, milhares de pessoas não irão se arrepender de seus pecados e tê-Lo como Senhor e Salvador.
Mais ainda assim, Jesus foi até o fim, por aqueles que seriam gratos e se renderiam à Ele.
Se fazemos alguma coisa, esperando reconhecimento, aplausos ou ao menos gratidão, podemos viver uma vida de decepção, todavia, se fazemos porque repetimos o modelo de Cristo, então estamos satisfeitos.
E você? Como segue a vida?
Em Cristo,
- Jeferson Rangel.

terça-feira, 31 de julho de 2018

Misericórdia eu quero - Devocional


Misericórdia eu quero...
Por Jeferson Rangel.

Assisti um pequeno trecho de um show, onde o cantor pedia a multidão para gritar: “Jesus é travesti”.
Abaixo do vídeo, nos comentários, claro uma enxurrada de pessoas revoltadas com tal atitude, afinal, se essas pessoas não crêem, pelo menos podiam respeitar a fé alheia.
De fato, no presente momento, dá uma revolta, um misto de sentimentos. No entanto, quando olhamos para a verdade das Escrituras, a única coisa que devemos fazer, é pedir a Deus misericórdia por essas almas aprisionadas em seus próprios princípios e justiça própria, onde toda motivação por trás de tudo que fazem existe um ser real: Satanás e seus demônios.
Já estivemos do lado das trevas leitor. Talvez nunca chamamos Jesus de homossexual, ou até respeitávamos a religião de cada um, e até de vez em quando íamos à igreja. Mais o fato de não se arrepender dos nossos pecados, não nos fazia muito diferentes deles. O fato de recusar aceitar que nossos pecados feriam o coração de Deus, não nos fazia muito diferentes de ninguém que esteja do lado de fora do Reino de Deus. O fato de não aceitar que éramos filhos da ira, também nos colocava no mesmo estado de condenação dessas pessoas.
Deus nos perdoou em Cristo? Sim. Pode perdoar qualquer pessoa daquele show, inclusive o próprio cantor? Claro.
Já imaginou um dia, uma pessoa boa, que nunca fez mal a ninguém, que nunca xingou Jesus ou amaldiçoou a Deus, que sempre andou direito com seus deveres, sempre honrou pai e mãe, reprovado ao lado de um travesti quando Jesus for julgar a humanidade?
Talvez muitos possam dizer: Deus jamais permitirá uma coisa dessas! Mais é preciso lembrar que diante de Deus, a única forma de sermos absolvidos de nossos pecados é o arrependimento dos pecados e crer em Jesus Cristo como Senhor e Salvador.
Não haverá lugares separados para religiosos, pessoas boas, pessoas mais ou menos, pessoas ruins, depravadas e por diante: Apocalipse 22:15 - Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.
Jesus reprovou os fariseus por serem legalistas, e por fora julgarem-se bons diante do próximo, então Jesus foi claro com eles: Misericórdia eu quero, e não sacrifício.
Deus nos conceda esse entendimento.
Tiago 2:13 - Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo.
Jeferson Rangel

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Os 1000 primeiros dias do bebê - blogdomaximus.com

Texto de Maximus - http://blogdomaximus.com/author/arthurmaximus/


Criar filhos é um desafio, ninguém duvida. Ainda mais numa época como a nossa, em que o tempo escasseia mais do que o dinheiro na conta e as atribulações da vida acabam por impedir que dediquemos aos miúdos a atenção que eles precisam e merecem. O que pouca gente sabe é que a fase mais importante da vida de um filho não é a infância, nem a sempre turbulenta adolescência. São os 1000 primeiros dias do bebê.
A contagem dos 1000 primeiros dias começa antes mesmo do bebê nascer. E você não imaginou mal: eles começam justamente no ventre da mãe. São naqueles 9-10 meses nos quais o feto se desenvolve dentro do útero materno que se passam os momentos mais críticos para o desenvolvimento infantil. Tudo, absolutamente tudo que acontecer com a mãe vai se refletir no filho. Se a mãe fumar, beber, se estressar ou comer em demasia, o feto sentirá de algum modo as consequências.
O problema, no entanto, não pára por aí. É nos dois primeiros anos que metade, simplesmente metade, do desenvolvimento cerebral daquela pessoinha que acabou de vir ao mundo vai acontecer. Portanto, é nessa fase que os estímulos sensoriais, a atenção e mesmo a noção de mundo que a criança tem a partir da percepção do ambiente familiar se farão mais sentir quando o infante tornar-se um adulto. Como esses dois anos perfazem em média 720 dias, somando-se estes aos 280 arredondados da gestação, chega-se então aos famosos “1000 primeiros dias do bebê”.
E não é difícil imaginar a correlação entre um adulto mental e fisicamente saudável e um bebê bem criado. Uma criança estimulada desenvolve mais conexões neurais, aumentando a capacidade de aprendizado e tornando o cérebro flexível para realizar as mais diversas tarefas. Fora isso, é dentro do ambiente familiar que a criança vai começar a desenvolver sua visão de mundo. Se os pais forem presentes e derem constante atenção, a criança se tornará um adulto emocionalmente seguro, pois terá sido criada dentro de um contexto no qual o afeto e o carinho darão o tom dominante. Se, ao contrário, o cenário for de ausência e, o que é pior, violência, será exatamente esse tipo de comportamento que a criança reproduzirá quando chegar à fase adulta.
Infelizmente, contudo, a importância desse período do desenvolvimento infantil tem sido cada vez mais ignorada e até mesmo marginalizada por pais e educadores. Não raro, encontram-se pais que terceirizam a educação dos filhos a babás ou, o que é ainda pior, a creches. Além de expor as crianças a pessoas que, por melhor que sejam, não possuem a mesma criação e noção de valores dos pais, o próprio processo de firmação da identidade paterna acaba por se perder quando os pais não assumem o papel de protagonistas na criação dos rebentos.
É óbvio que nem todos podem optar por uma criação mais dedicada aos filhos. Seja por questões financeiras (às vezes são necessários os salários de ambos os pais para completar o orçamento da casa), seja por questões profissionais (nem sempre o sujeito tem como tirar um tempo do trabalho para se dedicar à paternidade), o fato é que é cada vez menor o número de pais que tomam para si a sublime tarefa de cuidar de suas crias. Por isso mesmo, não há aqui a menor pretensão de fazer com que quem esteja nessa situação se sinta culpado por não conseguir fazer o que outras pessoas fazem.
Na verdade, a intenção deste texto é fazer com que aqueles que podem reflitam sobre a ordem de prioridades em sua vida. Às vezes, mais vale adiar aquela tão sonhada viagem para a Europa e passar mais tempo com seus filhos do que morrer de trabalhar para vê-los criados por outras pessoas. Se pelo menos uma pessoa já mudar de idéia quanto a isso, terei me pagado da tarefa a que me propus.
E acredite: seus filhos, penhoradamente, agradecerão.
Parabéns pelo texto.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Apenas se eu for chamado - devocional


Como alguém que decide pegar um cão pelas orelhas, assim sofre aquele que se mete em discussão alheia!
Provérbios 26.17.

Apenas se for chamado...
Por Jeferson Rangel.

Não sei quanto a você amigo leitor, mais eu TINHA um péssimo defeito: me meter onde não era chamado.
Era um impulso incontrolável. Quando via, já estava no meio da conversa dos outros, dando meu pitaco.
Confesso que a grande maioria das vezes devo ter passado por uma pessoa entrona, enxerida, arrogante e outros adjetivos negativos, mais era incontrolável, principalmente quando era assuntos relacionados a minha fé.
No entanto, depois que saía da conversa, me sentia com um duplo sentimento: dever cumprido e mal estar.
Dever cumprido por deixar minha opinião, e mal estar por me intrometer na vida dos outros.
Mais digo a você porque tinha esse impulso: me achava na obrigação de explicar as coisas. Me achava no dever de expor minhas opiniões e meus credos, e se assim não fizesse, estaria prejudicando o próximo e deixando de cumprir com minhas obrigações de cristão e cidadão comum.
Já conhecia o conselho acima de Provérbios, aliás, foi um irmão em Cristo, há muitos anos atrás quem grifou ele em minha Bíblia (Pablo Ribeiro). Mais sabe quando você lê, mais não liga, ou deixa apenas para conhecimento no coração? Era eu.
Mais sempre esse conselho vinha em meu coração, mesmo depois de tantos anos, era como estivesse acabado de ler. E então, comecei a colocá-lo em prática. E com toda sinceridade: Me sinto muito melhor.
Preste atenção no conselho de Provérbios: Quem se mete na conversa alheia acaba sofrendo, e é verdade!
Hoje só dou minha opinião se eu for chamado. Posso estar ouvindo a maior das besteiras, se não for chamado para tal assunto, fico na minha.
 Eu como cristão, tenho uma convicção: Se Deus quiser que eu fale sobre um assunto, Ele fará que as coisas aconteçam naturalmente. Se não chegar até a mim, julgo que não deveria falar nada.
Não estou dizendo sobre a fé, até essa dependo hoje de oportunidades para falar, digo em relação à vida.
Continuarei, na oportunidade que Deus me conceder, falando do amor de Deus em Cristo Jesus aos homens, no entanto, não me manifestarei em nenhuma conversa que eu não seja chamado.
Posso estar errado, mais hoje, me sinto muito melhor. E assim pretendo continuar.
Não quero mais sofrer me metendo em questões alheias.
Que esse texto possa ajudar a cada um de vocês que esteja lendo.
Jeferson Rangel.


Querer, nem sempre é poder.

 Mateus 13:58 - E não fez ali muitas maravilhas, por causa da incredulidade deles. Como cristãos tenho certeza que queremos que as pessoas v...