Gál 5:19-21: "Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus."
Se você observar na lista acima, entre as obras da carne esta incluida uma que poucos querem se opor: as heresias.
É comum se pregar contra o adultério, prostituição, inimizades, inveja, homicídio, bebedices, mais parece que as heresias não entram na lista dos sermões dos pregadores de hoje.
Só que o herege e o adúltero estão na mesma classe de pessoas que não herdarão o Reino de Deus, no entanto, com um agravante ainda pior: o adúltero prejudica a ele mesmo e a pessoa pela qual ele traiu, e no maximo as familias envolvidas, já o herege, prejudica um numero incontável, pois não podemos medir a extensão de suas heresias e o volume de pessoas que serão alcançadas. Penso eu então, que um herege é pior que qualquer um da lista acima.
Não deveriamos nos preocupar mais com eles?
A maior parte dos ensinos de Jesus e dos apostolos, principalmente Paulo, Pedro e Judas em suas epístolas, lutaram muito mais contra os falsos ensinos do que qualquer outra coisa.
Estamos na era da doutrina de demônios (heresias), espíritos enganadores regendo as lideranças, e a massa evangélica indiferente quanto a isso.
Se reúnem aos milhares para cantar, pular, profetizar, buscar os próprios interesses, e o combate contra as heresias está apagado, em silêncio, inerte.
Enquanto a verdade não é pregada, a mentira prevalece. Enquanto a luz não é revelada, as trevas predominam. Enquanto a voz do Evangelho estiver em silêncio, os hereges continuarão a infectar as massas.
O motivo das heresias crescerem com os falsos mestres está na falta de conhecimento das Escrituras. Temos milhões de crentes que nunca leram toda as Escrituras. Yemos milhares de crentes que possuem 2 ou 3 biblias de estudo ou a mais moderna, mais que nunca leram os Evangelhos. Temos milhares de crentes que frequentam cultos diariamente, mais que se perguntarmos algo sobre os pilares da fé cristã elas não tem a menor idéia do que falar.
Não estou falando de teologia. Não estou falando de se matricular em um curso e se dedicar anos em uma escola teológica, talvez se você fizer isso, corre um sério risco de sair formado mais um herege dependendo do lugar em que você estudar, mais digo de comunhão em casa, no quarto, a sós com O Espírito Santo e a palavra de Deus.
Quantos hoje em dia se preocupam com isso? As pessoas vão e vem dos seus cultos e apenas carregam suas bíblias de um lado para o outro, sequer nasce o desejo de se aprofundar em um assunto polêmico para se descobrir a verdade nas Escrituras. Na verdade, elas não querem a verdade, elas querem a emoção, a glória terrena, as palavras mentirosas saindo da boca dos mentirosos que se multiplicam por não encontarem resistência alguma da parte dos seus telespectadores.
A postura dos bereanos está escassa em nosso meio. Pouquíssimos se importam em querer saber se as coisas são assim mesmo como pregam. Assim diz as Escrituras sobre eles:
Atos 17:11: "Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, porquanto, receberam a mensagem com vívido interesse, e dedicaram-se ao estudo diário das Escrituras, com o propósito de avaliar se tudo correspondia à verdade."
Que postura gloriosa. Os hereges fermentam. Os hereges causam divisões. Os hereges anulam o sacrifício de Cristo. Os hereges são lobos vestidos de ovelhas. Os hereges não se preocupam com a salvação dos homens. Os hereges são arrogantes, pois não aceitam ser corrigidos. Os hereges são manipuladores. Os hereges são perigosos. Os hereges devem ser combatidos.
Que por meio desse texto, O Espirito de Deus possa despertar a cada um de nós quanto à essa verdade tão desprezada. Que O Senhor possa contar conosco nessa defesa da verdade em prol ao seu Reino.
Que Deus conceda ousadia para os poucos que ainda restam permanecer com a verdade nos lábios e o amor às Escrituras no coração.
Deus em Cristo vos abençoe.
Jeferson Rangel.
Fonte: Voltemos Ao Evangelho
O medo do homem e o julgamento
O medo do homem quase sempre termina com o julgamento sobre os outros, porque nós começamos a supor que conhecemos as motivações, pensamentos, caráter e intenções da outra pessoa. Alguém esquece de responder um e-mail, então você presume que não é uma prioridade e que a pessoa é egoísta. Acontece que ela estava de férias. Você passa por alguém no corredor, e a pessoa não acena, então você deduz que ela não gosta de você ou é mal-educada. Acontece que a pessoa não a viu. Você convida alguém para fazer alguma coisa, e ela gentilmente recusa, então você presume que ela está decepcionada com você. Ocorre que ela apenas não quer participar ou está doente ou ocupada. Não importa, na verdade, o que a outra pessoa pensa ou faz, porém a nossa obsessão com a preocupação relacionada ao que as outras pessoas pensam sobre nós nos leva a julgar de maneira pecaminosa.
O medo do homem e o auto-esquecimento
Os falsos pensamentos que nos levam a julgar os outros são uma forma de orgulho capaz de ser remediado somente pelo que Tim Keller chama de “a humildade que brota do evangelho”. Conforme ele explica em seu valioso livro Ego Transformado :
A humildade do evangelho mata a necessidade que tenho de pensar em mim. Não preciso mais ligar as coisas à minha pessoa. Essa humildade dá fim a pensamentos como: “Estou nesta sala com essas pessoas. Isso faz com que eu seja bem visto por elas? Estar aqui me faz bem?”. A humildade baseada no evangelho significa que não relaciono mais cada experiência e cada conversa à minha pessoa. Na verdade, deixo de pensar em mim mesmo. É a liberdade que vem do autoesquecimento. É o descanso bendito que somente o autoesquecimento nos oferece. [Timothy Keller, Ego Transformado: A humildade que brota do evangelho e traz a verdadeira alegria (São Paulo: Vida Nova, 2014), 34].
A preocupação com o que os outros pensam é orgulho. Talvez, você anseie ser respeitada. Talvez, você odeie a ideia de ser mal-entendida (Ah! Como penso nisso!). Seja o que for, trata-se de orgulho, e nós sabemos que Deus se opõe aos soberbos (Tg 4.6).
Todo cristão verdadeiro almeja a humildade que brota do evangelho. Nenhuma de nós deseja permanecer onde está – queremos ser transformadas à semelhança de Cristo. Os cristãos não desejam desobedecer a Deus e entristecer o Espírito Santo. Além disso, não é divertido ser consumida por aquilo que você acha que a outra pessoa pensa. Keller compartilha o segredo para o doce esquecimento que encontramos no evangelho:
Você já notou que é somente no evangelho de Jesus Cristo que o veredito é dado antes de desempenharmos nossas ações? [… ] No cristianismo, o veredito leva ao desempenho. Não é o desempenho que leva ao veredito. No cristianismo, no momento em que cremos, Deus afirma: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”. Vejamos também Romanos 8.1 que diz: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”. No cristianismo, assim que cremos, Deus nos imputa as ações perfeitas de Cristo, seu desempenho, como se fossem nossas e nos adota como filhos. Ou seja, Deus pode nos dizer exatamente o que disse a Cristo: “Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo” [Estou retratando Keller, Ego Trasnformado: A humildade que brota do evangelho e traz a verdadeira alegria (São Paulo: Vida Nova, 2014), 42].
O veredito do “muito bem” está dado, e, como resultado, você e eu damos início à corrida da fé, despojando-nos do julgamento e do medo do homem. Mesmo, lamentavelmente, fracassando no futuro, esforçamo-nos ainda assim. Afinal, o “muito bem” de Deus motiva e inspira uma vida consagrada para a sua glória.
Eu gostaria de poder dizer que a luta contra o medo do homem e contra a tentação de julgar as outras pessoas é fácil, mas não é. No entanto, podemos estar certas de que Deus realmente completará a boa obra que começou em nós (Fp 1.6). Trata-se de uma caminhada de fé, uma corrida em direção à linha de chegada, a qual nos fará passar da luta contra o pecado e contra a tentação para a glória. Um dia, nós estaremos com o nosso Salvador, adorando a ele por toda a eternidade. Nunca mais adoraremos o ídolo do homem.
